ABMRA e SINDAN discutem os desafios da comunicação digital

Inteligência artificial, Internet das Coisas, Blockchains, Big Data são tecnologias inovadoras cada vez mais presentes no dia a dia. Essa revolução atinge a todos e é intensa também entre os meios de comunicação.Para tratar do assunto, a Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA) em parceria com o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (SINDAN), realizou o míni simpósio “Comunicação Digital”, em 25 de outubro. O evento contou com a presença de mais de 40 profissionais de marketing e comunicação de empresas do setor produtivo, além de jornalistas e representantes de veículos de comunicação.

Dois cases ilustraram os desafios do mundo digital. O jornalista Carlos Raíces, Diretor de Projetos do Valor Econômico, falou da estratégia do jornal, que nasceu em 2000 já com versão digital e atualmente está presente nas mais diversas plataformas digitais. “O nome do jogo é legitimidade”, disse Raíces. “Durante muito tempo, a marca Valor foi construída e atingiu elevado nível de reputação. Em todas as nossas frentes, essa marca é poderosa, com respeito e aceitação dos consumidores, inclusive nas mídias on-line”.

Raíces destacou a agilidade da comunicação como um fator extremamente desafiador para as empresas de comunicação. “Precisamos estar atentos todo o tempo e nos reinventar sempre. O momento de hoje certamente não será o modelo de amanhã. Porém, não tenho dúvida de que a qualidade do conteúdo foi, é e continuará sendo um driver fundamental nesse processo de atração da audiência”, destacou. Atualmente, as mídias do Valor recebem cerca de 2,5 milhões de visitantes únicos por mês, com um período de visitação de 35 minutos por visita!

Giuliano Girondi, Diretor de Transformação Digital do Canal Rural, citou algumas grandes corporações que desapareceram para falar do “dilema da inovação”, mal que afeta as empresas tradicionais. “Quem não se mexer agora não se mexerá amanhã pois estará morto”, disse.

Giuliano destacou que a comunicação digital está aí e quem não embarcou nessa onda “pode ter de abandonar o barco”. Ele usou o termo tsunami para se referir à força dessa revolução. “A tecnologia disponível já não causa surpresa. Ela se transforma no meio de fortalecer o mundo digital e impactar as pessoas. Nesse sentido, não se pode mais fazer uma única comunicação: é preciso ter modelos de contatos específicos com os diversos públicos-alvo. Um post do Facebook é para o Facebook. Se for fazer conteúdo para o Instagram, tem de ser em outro formato”, exemplificou.

Elcio Inhe, presidente do SINDAN e diretor da ABMRA, emendou que não apenas a comunicação, mas o mundo é digital e que interagimos diversas vezes no dia com as novas tecnologias. “Esse processo intensifica-se em uma velocidade jamais vista e as empresas e veículos de comunicação precisam se integrar ao processo com urgência. É questão de sobrevivência”.

Jorge Espanha, presidente da ABMRA, mostrou números da 7ª Pesquisa Hábitos do Produtor Rural, iniciativa da entidade e da Informa/FNP, para reforçar o crescimento da conectividade no campo, o que contribui para fortalecer a comunicação digital. “A pesquisa é clara em direcionar o futuro da comunicação para o ambiente digital. Seis em cada dez produtores rurais têm smartphone, o que lhes conecta diretamente com as novas tecnologias. O campo torna-se cada vez mais digital”, assinalou Espanha.

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