Cultura do algodão pode ser ainda mais produtiva

A Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) estima crescimento da área plantada em 26% e a produtividade em torno de 1,7 mil quilos de pluma por hectare. Com isso, o aumento de produção da cultura também será da ordem de 26%. Caso isso se concretiza, o Brasil assume a posição de segundo maior exportador mundial, ultrapassando a Austrália, só ficando atrás dos Estados Unidos.

Esses resultados são comemorados pelas empresas fornecedoras para a cultura, como a  Brandt do Brasil: “Se o clima ajudar e a produtividade se mantiver em linha com a safra 2016/2017, o País poderá colher em 2019 por volta de 2,26 milhões de toneladas de algodão pluma”, informa Pedro Afonso, técnico de Desenvolvimento de Mercado – Grandes Culturas da empresa, frisando a importância do Boro entre os nutrientes mais importantes e indispensáveis durante todo o ciclo do algodão para ganhos em produtividade. De acordo com Afonso, a utilização do elemento químico vem sendo negligenciadas na cultura do algodão, “devido ao uso de fontes convencionais ou épocas erradas de aplicação e/ou produtos de baixa qualidade. Com isso, muitas vezes esse elemento não é utilizado pela planta devido à sua imobilidade no sistema de redistribuição pelo floema, não chegando aos pontos de aproveitamento”, explica.

O técnico de Desenvolvimento de Mercado também alerta os produtos sobre o uso de alguns herbicidas pode reduzir a produtividade entre 5% a 10%. A severidade é descrita de várias formas, sendo seus principais sintomas a redução de porte aéreo e radicular, necroses, murchas, epinastia (encurvamento das folhas, principalmente para cima), clorose, albinismos (branqueamento), encarquilhamento, e a perda da área fotossintética. Hoje, já é possível reduzir os danos causados à cultura pelos herbicidas, utilizando tecnologias que promovam a redução parcial ou total dessa fitotoxicidade, principalmente ao glifosato, situação que pode reduzir drasticamente as funções vegetativas e comprometer todo o desenvolvimento do ciclo, garante Pedro Afonso.

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