Nova geração Scania desembarca no mercado brasileiro

Neste mês (fevereiro de 2019), a Nova Geração Scania, também chamada de ‘Máquina dos Sonhos”, começa a ser comercializada no Brasil, apenas dois anos após a estreia na Europa, e a expectativa é de que obtenha o mesmo sucesso de outras linhas, afinal, desde 1957, a Scania já vendeu cerca de 264 mil caminhões no Brasil. Desse total, 112.372 unidades (volume até novembro de 2018) foram de veículos das Séries P, G e R, lançadas em 2007. Essas séries, listada entre as mais comercializadas – dos 10 caminhões mais vendidos da história da marca em território brasileiro, quatro são os modelos R 440 6×2 e 6×4, G 420 e G 380 – foi descontinuada e, em dezembro, em São Bernardo do Campo (SP), aconteceu a entregou do último caminhão da atual gama P, G e R do mundo.

A nova Geração Scania, segundo a fabricante, traz vários diferenciais, a exemplo de economia total de 12% de diesel; airbags laterais de cortina e ênfase na experiência do condutor, que passa a contar com cabine dividida em zonas, com diferentes funcionalidades e iluminações. O projeto da cabine combina ergonomia, design e conforto. Além disso, a posição de direção do motorista foi deslocada 65mm mais próximo do pára-brisas e 20mm para o lado, em comparação com a cabine atual. Dentre os principais benefícios estão melhorias em segurança, visibilidade e espaços interiores (particularmente para as camas e regulação dos estágios da suspensão a ar dos assentos).

“O lançamento da nova cabine, seja na Europa ou na América Latina, é muito mais do que uma mudança na geração de modelos,” afirma Celso Mendonça, gerente de Pré-Vendas da Scania no Brasil. “Estamos acelerando o nosso trabalho para estabelecer a Scania como a líder indiscutível, quando se trata de fornecer soluções de transportes sustentáveis para o presente e futuro na região. Tendo a digitalização como alavanca, queremos elevar a rentabilidade dos clientes a um nível bem superior e contribuir para um sistema independente dos combustíveis fósseis.”

As novas cabines foram desenvolvidas com a mais alta tecnologia disponível no mercado e sob a perspectiva do motorista. A marca sueca decidiu manter a nomenclatura P, G e R, mas nenhuma peça da cabine da atual gama foi reaproveitada. É uma característica da Scania privilegiar o motorista na criação do seu produto, algo que faz toda a diferença no dia a dia do trabalho no setor de transportes. O posicionamento do condutor foi realocado para que ele tenha uma melhor visibilidade externa e o painel foi rebaixado. Com isso, a ergonomia está ainda mais adequada e há aumento da segurança na condução.

Da linha atual, a Scania passará de 7 opções para 19 tipos de combinações variantes das novas cabines P, G, R, além da estreante S. Junta-se à novas cabines o pacote XT, formado por componentes específicos para pisos irregulares e também indicados para operações fora-de-estrada. As alternativas de teto serão baixo, normal e alto (Highline). A cabine S é uma das principais novidades para a América Latina, pois traz o piso plano como maior vantagem, e que melhora o deslocamento interno do motorista, propiciando mais conforto.

Na Nova Geração, os motores foram desenvolvidos com tecnologia de alta pressão de injeção de diesel e com múltiplos pontos para diminuir o consumo e as emissões; e receberam novos sistemas de gerenciamento inteligentes.

Outra grande novidade é que a Scania está introduzindo o lay shaft brake, um sistema de freio de eixos como padrão nas caixas Opticruise. Trata-se de uma solução simples que faz uma grande diferença quando relacionada a condução e desempenho. Graças ao freio do eixo, a caixa de câmbio GRS905, realiza a troca em 0,4 segundos, o que significa que o tempo de mudança de marcha foi reduzido pela metade. Utilizar o lay shaft brake não só reduz o tempo de mudança de marcha, mas também contribui para que a pressão do turbo seja mantida. Portanto, o veículo irá aumentar a velocidade para a próxima marcha com maior torque, mantendo a suavidade das trocas. Este recurso irá melhorar a dirigibilidade em condições difíceis e levar ao aumento de desempenho em todos os tipos de condução rodoviária, incluindo a partida.

Com a evolução do motor, a Nova Geração passa a ser mais silenciosa do que a versão atual. Esse resultado é possível devido à combustão mais eficiente, capaz de aumentar a potência e o torque, sem exceder as emissões e o gasto de diesel.

A nova linha traz, ainda, como novidade a matéria-prima utilizada em sua construção. Os motores passam a ser produzidos em CGI, um composto compactado de ferro e grafite que duplica a resistência a fadiga. Dessa forma, ele está ainda mais preparado para suportar o aumento na pressão de combustão dentro do cilindro. Apesar de mais robusto e resistente, o novo motor continua leve. Também foram aperfeiçoados componentes como o tanque de ARLA 32 (Agente Redutor Líquido Automotivo), o sistema de SCR (Redução Catalítica Seletiva), os cabeçotes, as tampas de válvulas, o sistema de filtragem de combustível e as bombas de baixa e alta pressão.

Variedade de potências – A gama de propulsores terá novidades: 220, 280, 320, 410 e 500 cavalos. Além disso, o Brasil fará a estreia mundial do novo motor de 540 cavalos. Outra novidade está na chegada do motor de 7 litros para o segmento semipesado, ou seja, a Scania passará a brigar também pela faixa de entrada desta importante categoria do mercado.

A Nova Geração terá quatro tipos de motores: 7 litros (220, 250 e 280 cavalos de potência – torque de 1.000 a 1.200Nm), 9 litros (280, 320, 360cv – torque de 1400 a 1.700Nm), 13 litros (410, 450, 500 e 540cv – com variação de torque de 2.150 a 2.700Nm) e 16 litros (V8 de 620cv e 3.000Nm de torque).

Combustíveis alternativos – A jornada da Scania para um sistema de transporte com menos emissões de poluentes não mede esforços na evolução do mercado. No campo da sustentabilidade, o lançamento chega com três novos motores, movidos a GNV/Biometano (280, 340 e 410 cavalos).

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