Registrando visitação de 197 mil pessoas, número semelhante da edição 2025, a Agrishow prevê a possibilidade de negócios em máquinas agrícolas, irrigação e armazenagem próximos a R$ 11,4 bilhões, valor 22% inferior ao do ano anterior. O resultado foi apresentado no último dia do evento (1º de maio). Mesmo com queda na intenção de negócios, a Agrishow reforça sua condição de vitrine do agronegócio brasileiro.
Segundo a ABIMAQ, os números apresentados na Agrishow 2026 são um reflexo do setor, como foi apresentado em 29 de abril, quando Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Entidade, divulgou queda de 19,9% nas vendas de máquinas e equipamentos agrícolas no mercado interno no primeiro trimestre deste ano na comparação com os primeiros três meses de 2025. “Este cenário é decorrente da alta taxa de juros, variação cambial e preço desfavorável das commodities”, diz Estevão.
“A Agrishow demonstra, mais uma vez, a competência e resiliência dos agricultores e fabricantes de máquinas agrícolas do Brasil. Muito embora nós estejamos vivendo, há três anos, um mercado desfavorável, continuamos investindo no que há de melhor para a agricultura tropical no Brasil. E para tanto, acreditamos que este país e o futuro dele vem do agronegócio. E não importa o momento que estamos vivendo, pois sabemos que a agricultura vive de ciclos e este é desfavorável, mas temos convicção que este e os próximos anos serão favoráveis. Estaremos preparados para continuar atendendo à demanda do mercado brasileiro”, afirma João Marchesan, presidente da Agrishow.







