Cerrado: 4 milhões de hectares são preservados no Oeste da Bahia, informa Embrapa Territorial

Estimativas da Embrapa Territorial a partir da análise dos dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR), a pedido do Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), sinalizam que no Oeste da Bahia, mais da metade da área dos imóveis rurais é destinada à preservação da vegetação nativa local. A região está no bioma Cerrado e corresponde ao BA do Matopiba, acrônico da área de expansão da agricultura no Brasil formada por partes dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O estudo da Embrapa também avaliou os dados do CAR referentes às 132 propriedades com cotonicultura na região – uma vez que na safra 2016/2017 a Bahia respondeu por cerca de 23% da produção brasileira de algodão. O Oeste do Estado, onde há maior concentração da produção, a área destinada à vegetação nativa é próxima de 40%, correspondendo a mais de 220 mil hectares. Além disso, nos 32 municípios avaliados, a mancha verde dos espaços reservados à preservação do Cerrado dentro das propriedades recobre mais de 4 milhões de hectares, o que equivalente a 52% do espaço total dos imóveis. O percentual é 2,5 vezes maior do que os 20% exigidos pelo Código Florestal.

Segundo o chefe-geral da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda, a área preservada corresponde a 30% do território do Oeste Baiano e é quase 12 vezes maior do que as unidades de conservação e terras indígenas, lembrando que o estudo ainda calculou o valor do patrimônio imobilizado pelos agricultores nas áreas de reserva legal, e as estimativas apontam pelo menos R$ 11 bilhões em terras não cultivadas: “Se fossem utilizadas na produção, seriam mais valorizadas, com valor ao red0r de R$ 26 bilhões”, estimou.

 

(Foto: Embrapa Territorial)

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