Tecnologia favorece inovações em boas práticas agrícolas

Evento realizado em 29 de novembro, pela Agrotools e Microsoft, mostrou soluções em que a tecnologia contribui para inovações e para as boas práticas agrícolas, assim como para a transparência e a gestão de riscos das agendas das empresas do agronegócio. O Agrotools brand connections at Microsoft – our mindset of good innovation foi voltado a CEOs, diretores, empreendedores, órgãos governamentais, ONGs e jornalistas, o evento foca, literalmente, na raiz da cadeia produtiva alimentar: o agronegócio. Como as companhias que se relacionam com o agro conseguem saber o que acontece dentro das porteiras? Como estão administrando os riscos e entendendo os processos de seus fornecedores? 

Logo na abertura, Keith Kenny e Angelika Wendt, vice-presidentes globais do McDonald´s Corporation, participam do evento apresentando o projeto de monitoramento global de fornecedores da companhia, implementado com tecnologia Agrotools.  

Para entender as complexidades e os desafios da cadeia de suprimentos da soja, o McDonald’s e a Agrotools passaram o último ano desenvolvendo uma abordagem para estimar as origens do grão, revisando estratégias de fornecimento responsável, com base nas iniciativas projetadas para separar a soja do desmatamento. A escala do McDonald’s para o bem e o compromisso da companhia com as florestas, entre outros temas, foram abordados pela diretora de sustentabilidade global do McDonald´s Corporation, Rachael Sherman no mesmo painel. Durante a palestra do diretor de produtos e inovação da Agrotools, Breno Felix, e do diretor da cadeia de suprimentos do McDonald’s, Daniel Boer, os participantes conheceram a tecnologia Agrotools Soya Calc, criada pela AgTech.

Presente ao evento, GestAgro 360º fez uma entrevista exclusiva com Danilo Boer sobre a ferramenta e as metas do McDonald’s:

Em seguida, a presidente da Microsoft do Brasil, Tânia Cosentino, apresentou “Agrotools brand connections at Microsoft”, com a palestra A Nova Proposta de Valor.

Na parte da tarde, dois painéis focaram em inovações e sustentabilidade. O primeiro, com apresentação de Rafael Abud, CEO da FS Bionergia – primeira usina de etanol no Brasil a utilizar milho em 100% da produção – esteve no painel Transparência Acessível, que abordou a demanda por cadeias de valor sustentáveis, que respeitem a sociedade, o meio ambiente e sejam economicamente viáveis. Esta demanda cresce mundialmente, fazendo com que empresas repensem e cessem compras e financiamentos de clientes não idôneos, que negligenciem o campo, a biodiversidade ou as relações trabalhistas. As discussões aqui apontam para a luz no fim do túnel: uma sopa de tecnologia que, inclui blockchain, bigdata, IoT, Computação em nuvem, sensoriamento remoto, entre outras ferramentas disruptivas, que podem apontar quem são esses fornecedores e clientes socioambientalmente corretos. Abud, além de apresentar a tecnologia desenvolvida pela empresa, falou de planos futuros, como a geração de energia a partir do bambu.

Já o  CEO da resseguradora  Munich RE Brasil, Rodrigo Belloube, o gerente técnico regional do Banco do Brasil, Claudio Filgueiras, o vice-presidente do Banco ABC, Marco Mastoeni, e o novo head de Seguros da Agrotools, Wady Cury, explanaram sobre os riscos envolvidos nas atividades do campo e no impacto sobre os agrosseguros, além da importância das tecnologias de monitoramento para mensurar esses riscos e balizar o mercado.

Objetivos – Segundo o diretor comercial e de Marketing da Agrotools, Lucas Tuffi, a proposta do evento foi mostrar – inclusive com cases de sucesso – como a tecnologia está permitindo que as empresas utilizem métodos sustentáveis e de compliance em suas operações. “Nosso objetivo é fazer com que a tecnologia seja o veículo para fomentar a transparência e a percepção de valor do campo para o mercado”, diz o diretor.

Para o presidente e fundador da Agrotools, Sérgio Rocha, mesmo com os drivers que impulsionam as atividades no agronegócio soprando a favor, sempre choveram dúvidas para a cadeia do agro: áreas desmatadas, embargadas, falta ou excesso pluviométrico, agricultura precisa, manejo impreciso. “Hoje os agentes que operam no agronegócio contam com uma série de ferramentas digitais do bem, calibradas para trazer à tona tudo o que se precisa saber. Além de oferecer respaldo técnico para quem investe, as soluções que fomentam transparência nas atividades no campo também beneficiam o produtor rural: com os riscos sob controle, a tendência é o acesso a financiamentos com juros menores e seguros mais baratos”, afirma Sérgio.

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