Lançamento de molécula com alto poder de controle objetiva o combate a pragas sugadoras

Combater o percevejo-marrom na soja é uma tarefa complexa devido, inclusive, ao uso da mesma molécula há mais de 12 anos, comenta Geraldo Papa, pesquisador e professor na Unesp, comemorando o lançamento de uma nova formulação, com molécula inédita, que vem sendo estudada por ele  desde que desembarcou no Brasil, vinda do Japão, há nove anos, e que em agosto de 2019 obteve registro para comercialização no mercado brasileiro. “É uma terceira geração dos neonicotinóides, que entre as características apresenta baixa toxidade para os mamíferos, permite formas alternativas de aplicação no tronco, por exemplo, e que, devido à menor toxidade, tem maior dose diária aceitável”, resume Papa.

Trata-se do Dinotefuran, da Ihara, que compõe uma nova linha de defensivos “Movidos a Dino” e chega ao mercado ainda para atender a atual safra, via distribuidores. Os produtos – Zeus e Maxsan – são indicados para controle do percevejo-marrom e da mosca-branca na soja, de todas as fases da cigarrinha na cana-de-açúcar, além de encontrarem aplicação no combate ao percevejo-barriga-verde, no milho e à broca, na cana-de-açúcar. Uma terceira formulação em fase de registro, que deverá ser lançada em 2020, auxiliará no manejo contra o bicho-mineiro, ferrugem e cigarra do café, comentou Clayton Emanuel da Veiga, diretor de Marketing e Pesquisa & Desenvolvimento da Ihara, em evento realizado para a Imprensa em 11 de novembro.

“Nosso foco é sempre atuar para resolver os problemas dos agricultores e, por isso, investimos constantemente em pesquisa e desenvolvimento em busca de soluções que ofereçam resultados superiores. Com estes lançamentos não será diferente. O agricultor brasileiro terá à disposição novas tecnologias, que além de proverem um controle altamente eficiente para diversas importantes pragas, em várias culturas, será uma nova opção para o manejo de resistência, gerando valor não apenas aos agricultores, mas para a agricultura nacional como um todo”, afirmou Veiga, lembrando que  a empresa investe US$ 20 milhões por ano no Brasil em pesquisa e desenvolvimento.

Fotos: Divulgação

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