SERVIÇO – Seguro Rural: Mapa e iniciativa privada trabalham pelo seu aperfeiçoamento

O Atual Plano Safra, segundo divulgado pelo Governo Federal, terá R$ 1 bilhão destinado ao seguro rural, valor recorde, que corresponde a mais do que o dobro dos R$ 440 milhões deste ano e que supera em 44% o montante máximo histórico disponibilizado em 2014, que foi de R$ 690 milhões.

Essa definição, segundo Wilson Vaz de Araujo – diretor do Departamento de Financiamento e Informação  da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimeto (DFI/SPA/Mapa) – é resultado de convergência sobre o Seguro Rural no âmbito do Governo. A comprovação, para Vaz, está tanto na locação de recursos “para subvenção do prêmio, que deu um salto significativo, quanto no melhoramento das nossas apólices de seguro, no engajamento de mais empresas na atividade: até recentemente, eram quatro até recentemente e agora são 14, inclusive estrangeiras, argentinas, japonesas etc.”

A unificação de diversas modalidades de Seguro Rural existentes no âmbito do Mapa também é estudada, assim como das informações e do conhecimento adquirido ao longo dos anos. Este último item vem sendo favorecido pelo engajamento de novas seguradoras e pela tecnologia, que contribui com mais conhecimento e informações, sinalizando tendência de queda nas taxas.

No caso das modalidades, o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) – que objetiva garantir a amortização ou liquidação de custeios agrícolas objeto de financiamento, no caso de  ocorrência de sinistro na lavoura, na proporção das perdas apuradas e permitir o recebimento dos recursos próprios comprovadamente aplicados na lavoura, e é formado por operações do Seguro da Agricultura Familiar (Seaf), denominado de Proagro Mais, e pelo Proagro Tradicional – está sendo reestruturado. Além de, no final de setembro, ter passado a ser fiscalizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em um horizonte de três anos – de acordo com Wilson Vaz – será incorporado no Seguro Rural. Há, ainda, o Garantia Safra, que atende pequenos produtores, sobretudo da região do semiárido nordestino, que é mais um seguro. “Estamos trabalhando o seguro rural nas diferentes categorias de produtores”, resume o diretor do DFI/SPA/Mapa. 

Com relação ao prêmio praticado e à cobertura dada dá à produção, Vaz garante que são temas que estão sendo equacionados com a aplicação da tecnologia e com a entrada de novas seguradoras no mercado, aumentando a concorrência. “Qual é a produtividade que vou usar como referência para fazer a apólice é uma pergunta usual de quem comercializa o seguro. Até há pouco tempo, usava-se a  produtividade divulgada pelo IBGE, mas, hoje, temos empresas e agentes financeiros que têm seguradoras, que já tem séries históricas e usam suas próprias estatísticas”, destaca Wilson Vaz, frisando que “a questão da taxa está atrelada à região e ao risco da atividade na região e a possibilidade de ter também os seguro em regiões onde o risco é menor de maneira que você compense um pouco a taxa de regiões de maior risco”. 

Pelo lado das companhias que atuam no setor, para o desenvolvimento do  Seguro Rural grande parte da dificuldade na contratação de apólices para a lavoura é cultural. Rodrigo Motroni, diretor técnico da Markel Seguradora, percebe aprendizado e mudança de cultura do produtor, aspectos que devem ser creditados para a nova geração de sucessores que, devido à própria formação, vêm ajudando nessa transformação. “Se o produtor é tecnificado, se tem manejo e histórico comprovado da produtividade de safras, ele ajuda na redução do prêmio. Além disso, a digiltalização amplia a confiabilidade nos preços, contribui na gestão do sinistro e traz maior governabilidade e compliance”, resume.

E mercado é o que não falta: “Menos de 15% das lavouras têm seguro no Brasil, enquanto que nos Estados Unidos esse percentual é superior a 90%”, informa Motroni, frisando que se realemnte for disponibilizado o R$ 1 bilhão pretendido, “haverá profissionalização do setor”.

O Mapa disponibiliza o Guia de Seguros Rurais com informações sobre modalidades, produtos e conceitos, resseguro, programas de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, exemplos de contratação e cálculos de indenização, assim como  Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). Download gratuito disponível aqui:

Crescimento – Em que pesem todas essas vertentes, a Mapfre, no primeiro semestre do ano, registrou evolução de 23% na comercialização do Seguro Pecuário, produto que cobre a vida do animal, em todo território nacional, indenizando o produtor em caso de morte do animal por acidentes, doenças de caráter não epidêmico e intempéries climáticas, como quedas de raios –  que levam vários animais a óbito em um único evento. 

Dados do Mapa citam a existência de 214 milhões de animais, sendo que a estimativa é que de pouco mais de 1% conte com a proteção. “Este cenário indica novas oportunidades de crescimento no setor. Acreditamos ainda que essa modalidade de seguro oferece ao produtor uma importante ferramenta para mitigação de risco e proteção necessária para se dedicar à sua atividade e garantir a continuidade do negócio em caso de morte do animal por risco coberto”, avalia a diretora de Seguros Gerais da Mapfre, Patricia Siequeroli.

Fonte: MAPA – http://www.agricultura.gov.br/plano-safra/seguro-rural

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