Florestas Plantadas geram estoque de 4,2 bilhões de gás carbônico equivalente

A Indústria Brasileira de Árvores (IBá) divulgou, em 24 de setembro, (24), novo balanço do setor. O desempenho aponta que as florestas plantadas têm potencial para contribuir para o alcance das metas firmadas pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Três pontos se destacam: o setor de florestas plantadas no Brasil gerou o estoque de 4,2 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente, em 2018; o sequestro de carbono ocorreu na área conservada pelo segmento, em uma extensão aproximada de 5,6 milhões de hectares; e outros 22,4 mil hectares de áreas degradadas foram recuperados por programas ambientais do setor.

Entre as metas assumidas pelo País estão a redução das emissões dos gases do efeito estufa em 43% em relação a 2005, restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares, incentivar a integração da lavoura, pecuária e florestas (ILPF) em 5 milhões de hectares; zerar desmatamento ilegal; expandir o uso de energias renováveis e o consumo de biocombustíveis.

O balanço mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também revela que, desde 2000, o valor da produção da silvicultura supera o do extrativismo vegetal. Especialistas do Ministério da Agricultura comentam que estes dados demonstram que as florestas plantadas diminuem a demanda sobre as florestas nativas.

“O setor é a favor do meio ambiente. Hoje, a demanda industrial de madeira é suprida em 90% pelas florestas plantadas. Ou seja, estimular as florestas plantadas ameniza a pressão sobre as florestas nativas”, disse João Fagundes Salomão, coordenador-geral de Apoio à Comercialização da Agricultura Familiar, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Desenvolvimento Humano – Além do impacto positivo na questão ambiental, o setor de florestas plantadas impulsionou o desenvolvimento socioeconômico dos municípios e estados produtores de insumos florestais. Levantamento da Secretaria de Política Agrícola do Mapa mostra variação positiva média de 75% no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) nos dez municípios que lideram o ranking de cultivo de florestas plantadas do país entre 1991 e 2010.

O IDH é uma medida que varia em uma escala de 0 a 1 para avaliar o grau de desenvolvimento econômico e a qualidade de vida de uma região. O indicador foi desenvolvido pela Organização das Nações Unidas (ONU) e abrange três dimensões: renda, educação e saúde.

Em Três Lagoas (MS), por exmeplo, município que tem a maior extensão de florestas plantadas do país (263 mil hectares), o IDH passou de 0,505, em 1991, para 0,744, em 2010, aumento de 47%. Outros quatro municípios de Mato Grosso do Sul, estado identificado pelo IBGE como o maior produtor nacional de madeira para papel e celulose, registraram crescimento superiores a 70% no IDH nas últimas décadas.

A maior variação foi identificada no Paraná, com o município de Ortigueira, que tem uma área plantada de 94 mil hectares e melhorou em 111% o IDH entre 1991 e 2010. Entre os estados, Minas Gerais foi o que alcançou a maior área plantada de florestas cultivadas para fins comerciais e o maior percentual de crescimento do IDH (+53%).

Plano Plantar Florestas – Destacar o potencial socioambiental do cultivo de florestas plantadas é um dos objetivos do Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas desenvolvido pelo Ministério da Agricultura. O programa brasileiro foi aprovado este ano e atende aos objetivos do Plano Estratégico da Organização das Nações Unidas para as Florestas 2017-2030.

Por meio de uma rede de parcerias interinstitucionais, o plano pretende incentivar o setor e expandir a área de cultivo florestal no país. O plano surgiu no contexto de mudança de governança das políticas públicas relacionadas às florestas plantadas, que desde 2014 foram assumidas pelo Ministério da Agricultura.

“Estamos trazendo toda a área produtiva de florestas para um lugar só, é uma definição lógica. Essa governança melhorou e agora temos um plano que vai ajudar a impulsionar o setor. Nosso plano está alinhado com o plano da ONU que pede para plantar mais florestas no mundo. Nós fizemos um nacional e se os estados quiserem podem fazer planos estaduais”, explicou Salomão.

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