Pesquisa da Unicamp com cana-de-açúcar desperta interesse da iniciativa privada

O grupo voltado ao melhoramento genético da cana-de-açúcar, do Instituto de Biologia (IB), da Universidade de Campinas (Unicamp), comemora o interesse da BioCelere – Centro de Pesquisas em Biologia Sintética da GranBio – em licenciar biotecnologia desenvolvida pela equipe acadêmica, coordenada pelo professor Gonçalo Pereira, permitindo o fortalecimento da planta contra pragas e doenças. A notícia foi veiculada no Jornal da Unicamp.

O know-how desenvolvido pelo IB compreende o reconhecimento de uma região do DNA, conhecida como promotores genéticos, que inicia a transcrição de um determinado gene para determinar precisamente como e em que área da planta especialmente nas variedades de cana-de-açúcar, ele deve se expressar para atingir algum tipo de melhoramento genético. De acordo com o professor Pereira, o resultado é possível porque, com a expressão correta desses genes nos locais desejados, além de ampliar a resistência a pragas e doenças, outras tantas melhorias genéticas são viabilizadas, favorecendo o aumento de produção de açúcar.

A parceria é motivada pelo interesse da GranBio em desenvolver novas variedades de cana-de-açúcar para produção de biocombustível, em especial, o etanol de segunda geração (cuja matéria-prima é a variedade cana energia), bioquímicos e outros produtos renováveis da forma mais sustentável possível, informou Angela Drezza, especialista em propriedade intelectual da empresa, ao frisar que, no momento, “a tecnologia está em fase de validação e não há data prevista para o início da comercialização, mas já foram obtidos resultados promissores nos testes para induzir a expressão dos genes em variedades da cana, otimizando o desenvolvimento com mais agilidade. Isso é importante porque, no desenvolvimento de variedades vegetais, o tempo de cada safra é muito relevante. Assim, a expressão de determinados genes de interesse no momento mais conveniente, possibilita acelerar etapas de desenvolvimento da variedade vegetal, permitindo um ganho de competitividade para a empresa”.

Crédito da foto de capa: Adriana Pavanelli

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