DESTAQUE – Nutrição vegetal biológica: pesquisas dão resultados e abrem espaço para novos estudos

As técnicas de nutrição vegetal biológica vêm crescendo e se popularizando, tornando-se acessível aos mais diversos tipos de produtores e de produtos agrícolas, proporcionando ganhos como aumento de produtividade e resistência física das plantas, inclusive contra geadas, intempéries em geral e ambientes agressivos.

As soluções existentes também contribuem na resistência a fungos, nutrição e proteção de plantas, proteção solar e redução de estresse climático, controle natural de nematoides, nutrição equilibrada e maturação de plantas, com pesquisas desenvolvidas e em desenvolvimento com relação a tecnologias biológicas no manejo de pragas e doenças, novos usos para enxofre e potássio na agricultura, compostos naturais no manejo agrícola, bioinseticidas e biofungicidas, entre muitos outros.

O início do plano safra (1º de julho) é um momento ideal para o produtor rural pensar a respeito e se programar para o uso dessas soluções e tecnologias em suas culturas. Por isso, essa é a época escolhida pela Santa Clara Agrociência para a realização de sua conferência anual, momento em que apresenta os avanços resultantes de investimento ao redor de 8% do faturamento anual em Pesquisa e Desenvolvimento. Nesta quinta edição, que aconteceu nos dias 3 e 4 de julho, a empresa reuniu, em Ribeirão Preto (SP), mais de 300 especialistas internacionais em proteção e nutrição vegetal, parceiros e clientes do Brasil e de outros países da América Latina, para debater inovações e melhores práticas agrícolas. O tema central foi Inovação e Futuro da Agricultura.

“A Conferência é uma excelente oportunidade para que integrantes de toda a cadeia produtiva, assim como os distribuidores de insumos usados no manejo nutricional e sanitário de plantas, se atualizem sobre inovações e também sobre as melhores práticas de condução para as mais variadas lavouras”, afirmou João Pedro Cury, CEO do grupo Santa Clara. 

Acordos de cooperação – Na ocasião, além de mostrar os avanços resultantes de pesquisas realizadas em conjunto com instituições de ensino e a Embrapa, por exemplo, a empresa formalizou novas parcerias com duas das mais importantes instituições de pesquisas do País, com a participação da Embrapii – Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial. Trata-se de acordo com a Embrapa e a Embrapii, para a realização de pesquisas voltadas para o desenvolvimento de um bionematicida, e com a ESALQ – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, com o objetivo de pesquisar e desenvolver biofungicidas a base de óleos essenciais extraídos de plantas.

“Estamos aqui reafirmando nosso compromisso com inovação tecnológica para mostrar que é possível inovar por meio de parcerias entre empresas públicas e privadas para desenvolver soluções em prol da agricultura brasileira”, afirmou Alexandre Alonso, chefe-geral substituto da unidade Embrapii, complementado por Clenilson Martins Rodrigues, coordenador do projeto na Embrapii, que frisou como  ponto de destaque na parceria, o fato de ela estar “direcionada para a área de sustentabilidade, química verde e voltada para todas as cadeias produtivas do agro”.  

“Acredito que, com o projeto que agora ampliamos com a Embrapa e Embrapii, estamos contribuindo para reforçar o movimento na direção da química verde e que possa, no médio prazo, complementar ou até substituir os agroquímicos em nível mundial”, assinalou o CEO da Santa Clara.

“Penso que essa parceria representa um marco importante na aproximação da universidade com o setor privado, para o desenvolvimento de inovações na área de biocontroladores”, afirmou Ítalo Delalibera Júnior, representante da Esalq, destacando que “essa é, na verdade, uma das funções principais da universidade: levar inovação para o agronegócio”. Na avaliação de Pedro Yamamoto, também da Esalq, confia que a parceria deve gerar bons frutos no futuro, de forma a auxiliar no desenvolvimento de novos produtos para melhorar a produtividade agrícola.

Estudo de caso – O agrônomo Evandro Binotto Fagan, professor do Centro Universitário de Patos de Minas em palestra proferida durante a 5ª Conferência Internacional da Santa Clara, ao comentar que a perda de folha na cultura da soja afeta seriamente a produtividade, citou cálculos que indicam que a perda de 25% das folhas dessa cultura provoca uma quebra de 3,8 sacas por hectare e que “uma planta adequadamente nutrida pode significar ganho de até 1 saco de soja a mais por dia durante a safra. 

Ao descrever o processo de fixação biológica de nutrientes nas plantas, o palestrante destacou a importância do adequado manejo para a absorção nutricional, enfatizando que tudo o que for mais natural, a planta consegue metabolizar melhor. “Ela gastará menos energia ao processar uma substância natural, como um extrato de alga, por exemplo, do que um hormônio sintético”, esclareceu Fagan. 

No mesmo painel, Marcelo Rolim, diretor Técnico e Marketing da Santa Clara tratou do tema Nutrição Estratégica e Desenvolvimento das Culturas. Com base no detalhamento de vários casos concretos de experiência com o uso de soluções estimulantes, Rolim mostrou diversos ganhos obtidos. “Um exemplo foi de um experimento feito com soja em Minas Gerais, onde o uso de bioestimulante resultou num aumento de 11 sacas por hectare na produtividade da cultura”, relatou. 

De acordo com Rolim, nada menos que 65% das perdas de produtividade de uma planta são decorrentes de fatores como excesso de temperatura, excesso de luminosidade, ventos, excesso de radiação UV, temperaturas muito baixas, toxicidade por metal pesado, entre outros. Adianta ainda que algumas soluções desenvolvidas pela Santa Clara melhora o desempenho da cultura. “Em outro, experimento feito com batata, se conseguiu um aumento de 15% no processo de brotação das plantas, uma fase crítica no caso dessa cultura”, explicou o palestrante.  

Investimentos e crescimento – Registrando crescimento médio anual ao redor de 52%, desde 2014, a Santa Clara Agrociência, de acordo com João Pedro Cury, trabalha com projeções para os próximos cinco anos de novo ciclo de expansão. “O foco da empresa estará em investimento em pesquisa e desenvolvimento, na inovação aberta e no segmento de controle biológico por meio de microrganismos e extratos e óleos essenciais”, afirmou. 

A editora do GestAgro 360° – Katia Penteado – esteve presente à 5ª  Conferência Internacional a convite da Santa Clara Agrociência.

Foto 1-) Abertura com autoridades;
Foto 2-) Assinatura da parceria com a Embrapa;
Foto 3-) Assinatura da parceria com a Esalq:
Foto 4-) Palestra do Marcelo Rolim;
Foto 5-) Palestra do Evandro Binotto Fagan.
Crédito da fotos: Wilson Carrilho

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