Projeto Aproclima entra na segunda etapa e envia relatórios climáticos e alertas fitossanitários a produtores rurais

Com a meta a longo prazo de contar com banco de dados que traga histórico das alterações climáticas de Mato Grosso e disponibilize informações sobre o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), definido pelo Ministério da Agricultura, podendo contribuir no equacionando de discordâncias quando da contratação de apólice de seguro agrícola pelos produtores rurais, o Aproclima, criado em 2017 pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), entra ne segunda fase que beneficiará os produtores do Mato Grasso ainda na safra de soja 2018/2019. A partir de agora, o sistema passa a relatórios climáticos e alertas fitossanitários gerados pela associação.

O projeto da Aprosoja – que desde outubro passado fornece informações semanais de temperaturas máximas e mínimas de cada região, precipitação ao longo de 15 dias, acumulado de precipitação de sete, 15 e 60 dias, e percentual de semeadura ou colheita da soja ou milho no Estado – com  essa nova etapa, para a contar com 31 estações meteorológicas instaladas no Estado. “A metodologia para instalação das estações prevê alguns parâmetros como latitude e relevo, uma vez que quanto mais plano, melhor para a cobertura da estação.  Os pontos exatos já foram definidos pelo professor Fabio Marin, parceiro da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Usp), no projeto Aproclima”, explica o gerente de Defesa Agrícola, Daniel Carlos Pasculli

“A partir disso, as estações nos darão informações de temperatura, precipitação, evapotranspiração, radiação solar, dentre outros. Tudo será armazenado para criação do banco de dados”, explica a analista de Defesa Agrícola, Jerusa Rech.

Conforme o diretor administrativo da Aprosoja, Lucas Costa Beber, Mato Grosso é um Estado carente em estações meteorológicas e, as já existentes, por vezes são instaladas de maneiras inadequadas. “Com esse projeto, temos certeza que as previsões vão melhorar e os nossos históricos serão mais precisos, além de não teremos mais que nos basearmos em estações virtuais. Outro ponto positivo é que no futuro, com esses dados em mãos, juntamente com dados de plantio e colheita, a Aprosoja conseguirá dar recomendações mais adequadas de cada variedade, para cada município, para que o produtor tenha uma maior assertividade na densidade de plantas e que possa obter uma máxima produtividade da sua lavoura”.

Crédito foto: Rafael Giacomolli

 

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